OS 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE E SUA MENSAGEM

30 OUT 2017
30 de Outubro de 2017

Em 31 de outubro de 1517 Martinho Lutero pregou as suas, hoje famosas, 95 Teses na porta da catedral de Wittenberg. Periodicamente as igrejas evangélicas relembram aqueles eventos que, na soberana providência de Deus, preservaram viva a sua igreja. Muitos, entretanto, questionam essas comemorações e alguns chegam até a contestar a lembrança da Reforma. "Por que considerar o que aconteceu há quase 500 anos?"

Seguramente muitos não estudam a Reforma por mero desconhecimento, por falta de informação e por não se aperceberem da sua importância na vida da igreja e da humanidade.

Podemos dar graças, entretanto, pelo fato de que um segmento da igreja ainda acha importante estar relembrando e aplicando as questões levantadas pelos reformadores. O inglês Martin Lloyd-Jones1 nos alerta para um perigo que ainda existe dentro do interesse pelos acontecimentos que marcaram o século XVI. Na realidade, ele nos confronta com uma forma errada e uma forma certa de relembrar o passado, do ponto de vista religioso.

A forma errada, seria estudar o passado por motivos meramente históricos. Esse estudo seria semelhante à abordagem que um antiquário dedica a um objeto. A forma correta de relembrar o passado é trazendo à memória textos como o de Hebreus 13.7-8, que diz: "Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente."

A maneira correta de relembrar a Reforma é, portanto, verificar a mensagem, a Palavra de Deus, como foi proclamada, e isso não apenas por um interesse histórico de "antiquário," mas para que possamos imitar a fé demonstrada pelos reformadores. Devemos observar aqueles eventos e aqueles homens, para que possamos aprender deles e seguir o seu exemplo, discernindo a sua mensagem e aplicando-a aos nossos dias.

O que foi a reforma protestante?

Qual sua origem? Quem foram os pré-reformadores?

Quais os principais reformadores e, e linhas gerais, o que eles defendiam?

Quando surgiu s expressão “protestante”?

O que foi a Reforma Radical?

O que foi a Contra Reforma?

O que a reforma resgatou, redescobriu a apresentou em questões doutrinárias?

Devemos reconhecer a Reforma como um movimento operado por homens falíveis, mas poderosamente utilizados pelo Espírito Santo de Deus para resgatar suas verdades e preservar a sua igreja. Não devemos endeusar os reformadores nem a Reforma, mas não podemos deixá-la esquecida e nem deixar de proclamar a sua mensagem, que reflete o ensinamento da Palavra de Deus aos dias de hoje. A natureza humana continua a mesma, submersa em pecado. Os problemas e situações tendem a repetir-se, até no seio da igreja. O Deus da Reforma fala ao mundo hoje, com a mesma mensagem eterna. Devemos, em oração e temor, ter a coragem de proclamá-la à nossa igreja.

Notas

1 D. M. Lloyd-Jones, Rememorando a Reforma (São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1994) 2-5.

Pr. Fábio Martins 

Voltar